quarta-feira, 27 de julho de 2011

E o dia...chegou!


Acontecesse o que acontecesse eu sabia que, mais tarde ou mais cedo, este dia ia chegar. Por muito que doa, não valia a pena continuar a fingir que estava tudo bem entre nós. Mas tomaste a iniciativa de esclarecermos a nossa relação (coisa que raramente eu consiga fazer...talvez por medo, como quase tudo).
Parece que as tuas palavras ainda ecoam na minha mente. Que dia, que tempos... Talvez me faça bem mudar de ares. Adoro sentar-me a olhar para o lago. A água transmite-me mais tranquilidade e é disso que eu preciso neste momento. Talvez agora, depois de falarmos, seja mais fácil reflectir sobre nós. Estou demasiado confusa e abalada para conseguir pensar em alguma coisa. Ainda estou a tremer com o que aconteceu. Mas eu não tenho a tua força: Nunca tive!...Estes acontecimentos recentes deixaram-me ainda mais desesperada.  Sei que se isto for um fim, vou ter medo de te dirigir a palavra novamente. Sei que as minhas memórias (felizes memórias) irão reaparecer no momento em que cruzar novamente contigo. Aí o vazio que corre em mim será mais intenso. Sinto-me demasiado ligada a ti para poder encarar esta fase com maior optimismo (talvez por isso ela seja tão difícil, mesmo só pensando nela). Estou sem forças para poder erguer-me e dar um rumo à minha vida. Tudo o que tive/ tenho mais receio está a revelar-se e, como se não bastasse, é tudo duma vez. Sei que vou sofrer de um modo ou do outro. Mas se realmente o tempo cura muita coisa, sinto que o meu tempo vai ser demasiado extenso. E tenho medo que isso possa interferir com o que me rodeia (se é que já não interferiu).
Estar contigo faz-me tão bem e deixa-me tão feliz. Por muito pouco tempo que seja... "Até pareces outra", diz a minha mãe. E se pareço.... Dás-me ânimo, dás-me força e coragem (mas também já foram tempos)... O que sei é que mesmo depois de tudo consegues dirigir-te a mim e dares a tua opinião sobre nós, da maneira mais carinhosa (mesmo naquele contexto)... Admiro-te imenso, nunca escondi isso. Mas também tenho a consciência que a perdeste bastantes traços da tua personalidade, depois deste ano longe de ti.
Muita coisa ficou ainda por dizer... Nunca te contei o quanto chorei naquela noite da Queima, depois de me teres decepcionado... Nunca te disse que aquela pedra que me deste antes de começarmos a namorar serviu de "cobaia" à minha personalidade, numa aula na faculdade....Nunca fui capaz de te questionar o porquê de te teres desligado de mim subitamente; o porquê te ter de ser sempre eu a tomar a iniciativa de falar contigo; o porquê de vires de Lisboa e não me dizeres; o porquê de não seres capaz de abdicar um pouco do tempo tempo para mim, para nós...
Pensei muito durante todo este tempo: pensei em tudo o que vivemos, pensei neste semestre horrível que se passou, pensei em tudo aquilo que poderíamos ter sido e não fomos, pensei no quanto idiota fui ao ponto de nunca te ter chamado à atenção sobre coisas que até pareciam ser insignificantes....E provavelmente esta seria a última oportunidade que eu tinha para te revelar tudo isto... Eu queria dizer-te novamente "Não me deixes!", mas sei que desta vez, por mais que o meu coração o quisesse dizer, não tinha o direito de o fazer. Provavelmente estarei a cometer o maior erro da minha vida, mas é difícil fingir e dar a a entender a todos que todo está bem quanto não está - "Deixa-me mostrar a toda a gente que não estamos bem" - Pois que assim seja... Mas quando vi o teu a carro a desaparecer, fiquei desesperada - Parecia um filme: Correr por aquelas ruas a chorar, quase a gritar; a imagem daquela mulher a pegar-me na mão e a não me querer deixar ir sem lhe dizer o que se passava... Tudo acentuou o meu medo!! E foi aí senti que tinha mesmo de te dizer algo mais. Senti-me a pessoa mais ridícula à face da terra. E ainda me sinto! Mas ali tinha de ser e pelo menos desta vez não me arrependo de o ter feito. Sei que estou a um passo de perder a pessoa com quem passei dos melhores momentos da minha vida, e uma das pessoas mais sensatas que conheci até hoje. Mas estou cansada de lutar sozinha por dois, nesta caminhada, e de ser a única a dar o máximo para que o "Nós" perdure ao longo da minha vida.
Já só tenho a esperança e o desejo de que pelo menos a nossa amizade permaneça firme: porque mais do que um namorado, sempre foste um bom amigo: O melhor amigo... Aconteça o que acontecer, nunca vou esquecer tudo o que vivemos. Serás sempre especial ♥♥

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