domingo, 8 de janeiro de 2012

Tudo em vão

Inesperadamente, deparei-me hoje com palavras que tu mesmo escreveste em dias marcantes da nossa história (já acabada).
Devido a acontecimentos recentes, pensei em arrumá-los novamente na gaveta. Não queria iludir-me novamente e preencher a minha mente com coisas que ainda me fazem doer o coração. Mas, mais uma vez, não resisti... tive de voltar a ler tudo de novo. Veio-me tudo à cabeça: cada palavra tinha um significado especial. Qualquer pessoa lendo tudo aquilo que guardo, mesmo não estando a par de qualquer acontecimento, acharia impossível termo-nos transformado naquilo que estamos hoje.


"Esta nova forma de estar não me impede
de querer ser feliz ao teu lado para sempre(...)
Aliás, essa é a única crença que tenho a longo prazo
e acredito que vamos ser felizes até ao fim dos nossos dias." 


Tanta promessa, tanto carinho, tantas palavras.... TUDO, TUDO em vão.
Posso esquecer o passado e a esperança de um futuro próximo diferente; posso apagar as memórias e  tomar a consciência de que de nada valeu lutar contra tudo e todos. Pensei guardar tudo isto na minha mente, para que quando olhasse novamente para trás, me pudesse recordar do passado feliz que construímos juntos. Mas agora, olho para esse passado com dor, nostalgia e medo, dando-me certezas do quão ingénua sou. Não posso prender-me a estas memórias: são  memórias.
Neste momento, o meu dever é esquecer-te, afastar-te da minha mente, arrancar-te do meu coração.


«Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver.»
Pois então, um dia irei aprender a saber viver!

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