
« - Como está o coraçãozinho desta menina de 11 anos que perdeu o pai?
- O meu coração está igual: eu sempre gostei muito dele e
continuo a gostar.
O meu corpo é que me dói, porque quero agarrá-lo e
abraçá-lo... e não posso.»
Tão bonito, tão ingénuo e ao mesmo tempo tão triste. É certamente difícil lidar com situações tão delicadas, com momentos tão dolorosos, com casos inimagináveis.
Nós fazemos as nossas escolhas e este foi o rumo que decidi dar à
minha vida. A minha escolha foi inocente é certo, mas mesmo tendo oportunidade
de voltar atrás, não fui capaz de lhe colocar um ponto final.
Brevemente irei lidar com a realidade que há muito anseio encarar:
amanhã será o primeiro dia (espero que de muitos mais - será um bom
sinal). Não faço ideia do que irei encontrar, desconheço qual será a minha
reacção..
Acredito que um sorriso no rosto, terá de ser a base da minha
postura. Só não quero que ele desvaneça, depois de um dia certamente pleno de
emoções e depois de encarar a realidade que escolhi para lidar durante o resto
da minha vida.
O dia de amanhã o dirá... vou ter esperança!
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