sexta-feira, 8 de junho de 2012

Teatro

Uma palavra, uma mentira…
Uma acção, uma segunda intenção…
Dupla personalidade existe onde menos se espera. Por vezes, parece irreal!
Vestem a pele de um herói, mas é só teatralidade nas suas acções.
Enchem-se de lamúrias, persuadem os demais, e acabam tirando proveito de quem prima pela humildade.
Querem ficar bem aos olhos da sociedade, representam um “eu” que não lhes pertence e perdem a noção de que isso os desvirtua.
Sobejam um direito que a todos pertence, agem de modo fútil.
Esquecem-se que liberdade de expressão, não é liberdade para insinuações…
Não gosto de dar satisfações, não gosto que me apontem o dedo, muito menos que controlem cada passo que eu dou.
Acho tão complicado cuidar da minha vida, porque insistem em “cuidar” da de toda a gente? Odeio plateias… prefiro ser espectadora de mim própria!
Mas, com uma diferença: é que a minha peça é natural e espontânea…
Não quero artificialidades! 
Porque para artificial, basta o guião que criam para mim!
Vou pisar o meu palco, deixar a peça acontecer…
E quando as cortinas fecharem, um dia vão-me aplaudir!

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