Nunca
pensei que uma conversa idiota me trouxesse até este ponto de alegria. Entraste
na minha vida de para-quedas, quis evitar-te de todas as formas e feitios e cheguei mesmo ao ponto de fugir de ti. Mas a tua persistência fizeram-me passar mais tempo contigo, conhecer quem és realmente e
os teus gestos e palavras foram-me conquistando com o passar de (tão pouco)
tempo. Talvez seja isso que me assusta. É a reviravolta que a minha vida deu
num piscar de olhos. Parece que tudo o que fiz se contrapõem àquilo que fui
dizendo ao longo destes últimos anos, em que estive só. Se era medo de arriscar
na minha felicidade? Não sei… A verdade é que me fizeste acreditar que era “possível
voltar a gostar assim de alguém” e, agora, há um sentimento dentro de mim que
nasceu miudinho e vai começando a ganhar força. Continuo com medo, não posso
negar. Medo de criar expectativas e me vir a desiludir novamente. Medo de desiludir
as pessoas que adoro e que partilham o dia-a-dia comigo. Medo de não conseguir
dedicar-me a ambas as partes e que cada uma delas se considere em segundo plano. Sei
que não posso ser ambiciosa e que não vou conseguir fazer tudo da forma que
quero. Mas só quero poder dar o essencial a ambos os lados e o resto vem por
acréscimo. Não sei onde isto me leva. Mas, desta vez, vou arriscar. Não vou
estagnar. Porque além de seres diferente, fazes-me me sentir segura e sorrir
genuinamente. Respeitas o meu espaço, dás valor aos meus pensamentos e cuidas
de mim de uma forma que não tem explicação. Conquistei a tua confiança e isso
para mim é das coisas mais essenciais para partilhar a minha vida com mais
alguém. Fazes parecer tudo tão fácil, sabias? Obrigado por tudo aquilo que tens
sido comigo e continua a deixar-me assim, com esta felicidade a instalar-se dentro
de mim.
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